3 de jan de 2014

Um Pouquinho Sobre Virginia Woolf

Olá pessoal! Hoje eu vim trazer um pouco sobre Virginia Woolf para vocês, porque eu mesma queria saber mais sobre ela, já que adquiri um box de seis livros dela num sebo aqui de Curitiba (por 60 reais sim, barato né! E a qualidade dos livros e do box é incrível), mas não sei do que se trata, ainda.

"As mulheres, durante séculos, serviram de espelho aos homens por possuírem o poder mágico e delicioso de reflectirem uma imagem do homem duas vezes maior que o natural." Virginia Woolf

Então vamos lá, Virginia Woolf nasceu no dia 25 de janeiro de 1882 (também nasci dia 25!) em Londres, e seu pai era um editor, isso já influenciou na escrita da mulher, porque o pai de lhe deu uma ótima educação. Porém, teve uma infância conturbada. Sofreu abuso sexual de um de seus meio-irmãos mais velhos, perdeu a mãe com treze anos e ainda passou pelas duas grandes guerras, vivenciando seus horrores. Tudo parece ter culminado nas inúmeras tentativas de suicídio e crises depressivas. 

"...história de Virginia Woolf é naturalmente muito interessante: uma adolescente órfã, uma vida dividia com a irmã, sem regras, o grupo Bloomsbury, a loucura, a quase morte, o casamento, o lesbianismo, os livros, a glória, o reconhecimento, o feminismo e o suicídio."

Quando ela tinha 30 anos, se casou com Leonard Woolf e os dois fundaram a editora Hogarth Press. Logo no início do casamento, o marido decidiu que ela era frágil demais para ser mãe, "o que Virginia Woolf sentiu como uma fragilização da sua identidade. Neste quadro se situam as suas reflexões sobre a condição feminina publicadas em 1929, onde nos conduz eruditamente de ideia em ideia, com lógica, com aparente leveza, com ironia. Inventa uma irmã para Shakespeare, a qual nunca poderia ter sido escritora pelo mero facto de ser mulher. Verbaliza com 50 anos de antecedência muitas das questões retomadas no final do século XX e até ao presente".

"A verdade é que eu sempre gosto das mulheres. Gosto da falta de convencionalismo delas. Gosto da integridade delas. Gosto do anonimato delas." Virginia Woolf

Após o casamento, foi internada em um hospício "para mulheres loucas" pelo marido e pela irmã, e lá sofrera tratamentos que a impedira de fazer qualquer coisa, inclusive ler e escrever. Mas ela amava ambos, e quando finalmente cometeu suicídio (encheu os bolsos de um casaco com pedras e se afogou em um rio) em 1941, os deixou cartas como essa que deixou para o marido:

"Querido,
Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.V."

Virginia fez parte do grupo Bloomsbury - um grupo de intelectuais sofisticados da sociedade londrina que se posicionaria contra as tradições literárias, políticas e sociais da Era Vitoriana após a primeira guerra mundial. "Suas reflexões sobre a arte literária - da liberdade de criação ao prazer da leitura - baseadas em obras-primas de Conrad, Defoe, Dostoievski, Jane Austen, Joyce, Montaigne, Tolstoi, Tchekov, Sterne, entre outros clássicos, foram reunidos em dois volumes publicados pela Hogarth Press em 1925 e 1932 sob o título de The Common Reader - O Leitor Comum, homenagem explícita da autora àquele que, livre de qualquer tipo de obrigação, lê para seu próprio desfrute pessoal. Uma seleta destes ensaios, reveladores da busca de Virginia Woolf por uma estética não só do texto mas de sua percepção, foi reunida em língua portuguesa em 2007 pela Graphia Editorial, com tradução de Luciana Viegas."

Durante sua vida, Virginia escreveu nove romances,  duas biografias, sete ensaios, vinte e seis cadernos de diários e inúmeras cartas. Livros: The Voyage Out (1915), Night and Day (1919), Jacob's Room (1922), Mrs. Dalloway (1925), The Common Reader (1925 - Primeiro volume). To the Lighthouse (1927), Orlando: A Biography (1928), A Room of One's Own (1929), The Waves (1931), The Common Reader, (1932 - Segundo volume), Flush: A Biography (1933), The Years (1937), Roger Fry (1940), Between the Acts (1941), Contos Completos (1917-1941).


















Foi uma grande mulher. Agora estou ainda mais animada para ler o que ela escreveu! O que acham? Comentem :D Fiquem bem, beijos.
Fontes: aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

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