19 de dez de 2013

Um Pouquinho Sobre: H. P. Lovecraft

Olá pessoal! Esse é o segundo post "Um Pouquinho Sobre" e eu estou pensando em fazer deste algo fixo, falando sempre um pouquinho sobre algum grande escritor, o que vocês acham?
Bem, dessa vez vim trazer um pouco sobre um cara bem famosinho por aí por causa de, vejam só, seus livros de horror (já que estamos em outubro...). Como o título já diz, o tal do cara é o Howard Philips Lovecraft, H. P. para os íntimos (e os que se acham íntimos, oie!) rsrs.

"A emoção mais antiga e mais forte da humanidade é o medo, e o mais antigo e mais forte de todos os medos é o medo do desconhecido." H. P. Lovecraft

Lovecraft nasceu em Providence, nos Estados Unidos, no dia 20 de agosto de 1890. Ele era filho único, sua mãe descendia dos primeiros colonizadores americanos e seu pai comercializava jóias e metais preciosos. A vida parecia tranquila, mas infelizmente quando H. P. tinha três anos, seu pai sofreu uma crise nervosa que o levou ao hospital da cidade, de onde não saiu por cinco anos até falecer em 1898, e o garoto continuou a ser criado pelo avô, mãe e duas tias. O pequeno H. P. achava que o pai permanecera esse período todo em coma, mas pode ser que o pai tenha na realidade sofrido de sífilis e morrido de paresia.  

H. P. foi um garoto precoce, imagine só: com dois anos ele já recitava poesias e com três, já lia! Frequentou a escola assim, mahomenos, mas aprendeu um montão com suas próprias leituras. Ele também passou uma boa parte de sua infância no hospital, já que vivia doente, e parece que tinha até poiquilotermia, uma doença raríssima que deixava sua pele gelada ao toque.

Lá pelos oito anos, o garoto descobriu a ciência! Primeiro química, depois astronomia, e chegou a produzir revistas sobre esses temas para distribuir aos amigos. Durante o colegial e um tempo depois, escreveu colunas sobre astronomia em vários jornais da região.

Em 1904 seu avô faleceu, e isso colocou sua família em dificuldades financeiras, obrigando-os a sair de sua linda casa vitoriana e ir morar em uma casinha pequena. Isto deixou-o arrasado, e parece até que H. P. pensou em suicídio. "Em 1908, pouco antes de sua formatura no colégio, sofreu um colapso nervoso que o obrigou a deixar a escola sem receber o diploma. Esse fato e o conseqüente fracasso em tentar entrar para a Brown University sempre o envergonharam nos anos posteriores, não obstante ter sido ele um dos autodidatas mais formidáveis de seu tempo. Entre 1908 e 1913, Lovrecraft viveu praticamente como um eremita, dedicando-se quase só aos seus interesses astronômicos e a escrever poesia. Ao longo de todo esse período, Lovecraft se envolveu numa relação fechada e pouco saudável com a mãe, que ainda sofria com o trauma da doença e morte do marido e que desenvolveu uma relação patológica de amor-ódio com o filho."

Após debates sobre um personagem em uma revista, um grupo de escritores contatou-o e o convidou a se juntar a UAPA, união de escritores amadores de todo o país que publicavam seus próprios magazines. Mais tarde, tornou-se presidente do UAPA.

"Foi no universo amador que Lovecraft recomeçou a escrever sua ficção, abandonada em 1908. W. Paul Cook e outros, percebendo as promessas dessas primeiras histórias, tais como The beast in the cave (A besta na caverna, 1905) ou The alchemist (O alquimista, 1908), instaram Lovecraft a retomar a pena. E foi o que Lovecraft fez, escrevendo, num jorro, The tomb (A tumba) e Dagon no verão de 1917. Depois, Lovecraft manteve um constante, porém  esparso, fluxo de ficção, embora até pelo menos 1922 a poesia e os ensaios ainda fossem os seus modos predominantes de expressão. Lovecraft também se envolveu numa rede sempre crescente de correspondência com amigos e associados, o que o tornou um dos maiores e mais prolíficos missivistas do século.

A mãe de Lovecraft, com sua condição mental e física deteriorada, sofreu um colapso nervoso em 1919, dando entrada no Butler Hospital, de onde, tal como seu marido, jamais sairia. Sua morte, porém, ocorrida em 24 de maio de 1921, deveu-se a uma cirurgia mal conduzida de vesícula. Lovecraft sofreu profundamente com a perda da mãe, mas em poucas semanas se recuperou o suficiente para comparecer a uma convenção de jornalismo amador em Boston, a 4 de julho de 1921.  Foi nessa ocasião que viu pela primeira vez a mulher que se tornaria sua esposa. Sonia Haft Green era judia-russa, com sete anos a mais que Lovecraft, mas ambos parecem ter encontrado, pelo menos no início, bastante afinidade um no outro. Lovecraft visitou Sonia em seu apartamento no Brooklyn em 1922, e a notícia de seu casamento – em 3 de março de 1924 – não foi surpresa para seus amigos, mas pode ter sido para as duas tias de Lovecraft, Lillian D. Clark e Annie E. Phillips Gramwell, que foram notificadas por carta só depois que a cerimônia ocorreu. Lovecraft se mudou para o apartamento de Sonia no Brooklyn, e as perspectivas iniciais do casal pareciam boas: Lovecraft  angariara posição como escritor profissional, por meio da aceitação de várias de suas primeiras histórias na Weird Tales, o célebre magazine fundado em 1923, e Sonia tinha uma loja de chapéus bem-sucedida na Quinta Avenida, em Nova York.

 Mas os problemas chegaram para o casal quase imediatamente: a loja de chapéus faliu, Lovecraft perdeu a chance de editar um magazine associado à Weird Tales (para o que seria necessário que se mudasse para Chicago), e a saúde de Sonia se esvaiu, obrigando-a a passar uma temporada no sanatório de Nova Jersey. Lovecraft tentou garantir trabalho, mas poucos estavam dispostos a empregar um “velho” de trinta e quatro anos que não tinha experiência. Em primeiro de janeiro de 1925, Sonia foi trabalhar em Cleveland, e Lovecraft se mudou para um apartamento de solteiro, junto a um setor decadente do Brooklyn, denominado Red Hook. 

 Embora tivesse muitos amigos em Nova York – Frank Belknap Long, Rheinhart Kleiner, Samuel Loveman –, Lovecraft tornou-se cada vez mais depressivo, devido ao isolamento em que vivia e às massas de “forasteiros” na cidade. Sua ficção passou do nostálgico (“The shunned house” – 1924 – se passa em Providence) para o frio e misantrópico (“The horror in Red Hook” e “He” – ambas de 1924 – expõem claramente seu sentimento por Nova York).  Finalmente, no início de 1926, fizeram-se planos para a volta de Lovecraft a Providence, da qual sentia tanta falta. Mas onde se encaixava Sonia nesses planos? Ninguém parecia saber, muito menos Lovecraft. Embora continuasse a professar sua afeição por ela, acabou concordando quando suas tias se opuseram à vinda dela a Providence, para iniciar um negócio: seu sobrinho não podia manchar-se com o estigma de uma esposa que era negociante. O casamento praticamente acabou, e o divórcio – ocorrido em 1929 – foi inevitável.

 Quando Lovecraft retornou a Providence, em 17 de abril de 1926, para morar na Barnes Street, ao norte da Brown University, não foi para se sepultar, conforme fizera no período de 1908-1913. De fato, os últimos dez anos de sua vida foram o tempo de seu maior florescimento, tanto como escritor quanto como ser humano. Sua vida era relativamente pobre de ocorrências – viajou largamente por vários lugares antigos ao longo da costa leste (Quebec, Nova Inglaterra, Filadélfia, Charleston, Santo Agostinho); escreveu sua melhor ficção, isto é, desde “The call of Cthulhu” (O chamado de Cthulhu, 1926) até “At the mountains of madness” (Nas montanhas da loucura, 1931) e “The shadow out of Time” (A sombra dos tempos, 1934-1935);  e continuou sua correspondência vasta e prodigiosa –, mas tinha encontrado seu nicho como escritor de ficção fantástica da Nova Inglaterra e também como homem de letras. Estimulou a carreira de muitos autores jovens (August Derleth, Donald Wandrei, Robert Bloch, Fritz Leiber); voltou-se para as questões políticas e econômicas, quando a Grande Depressão o levou a apoiar Roosevelt e a se tornar um socialista moderado; e continuou absorvendo conhecimento num largo espectro de temas, de filosofia até literatura, história e arquitetura.

Nos últimos dois ou três anos de sua vida, no entanto, Lovecraft passou por alguns apertos. Em 1932, morreu a sua amada tia Mrs. Clark, e ele se mudou para o número 66 da College Street, atrás da John Hay Library, levando consigo sua outra tia, Mrs. Gamwell, em 1933. (Esta casa é agora o número 65 da Prospect Street.) Suas últimas histórias, cada vez mais longas e complexas, eram difíceis de vender, e ele foi forçado a ganhar seu sustento às custas de muita “revisão” ou trabalho como ghost-writer de histórias, poesia e obras não-ficcionais.  Em 1936, o suicídio de Robert E. Howard, um de seus correspondentes mais chegados, deixou-o desorientado e triste. Por essa época, a doença que o levaria à morte – um câncer no intestino – havia progredido tanto que pouco se podia fazer para tratá-la. Lovecraft tentou resistir, em meio às dores crescentes, através do inverno de 1936-1937, mas finalmente teve de dar entrada no Jane Brown Memorial Hospital, em 10 de março de 1937, onde morreu cinco dias depois. Foi sepultado em 18 de março, no jazigo da família Phillips, no Swan Point Cemetery.

É  provável que, percebendo a aproximação da morte, Lovecraft tenha entrevisto o esquecimento final de sua obra: nunca teve um único livro publicado em toda a vida (a não ser, talvez, a péssima edição de The shadow over Innsmouth – A sombra sobre Innsmouth –, de 1936), e suas histórias, ensaios e poemas jaziam espalhados por uma porção desconcertante de pulp magazines amadores. Mas as amizades que ele tinha forjado só por correspondência lhe valeram aqui: August Derleth e Donald Wandrei estavam determinados a preservar dignamente as histórias de Lovecraft num um livro de capa dura e criaram ao selo editorial Arkham House, destinado inicialmente à publicação de Lovecraft. Editaram The outsider and the others (O forasteiro e outras histórias), em 1939. Diversos outros volumes se seguiram pela Arkham House, até que a obra de Lovecraft passou ao papel e foi traduzida em uma dúzia de línguas. Hoje, no centenário de seu nascimento, suas histórias estão disponíveis em edições com texto corrigido, seus ensaios, poemas e cartas circulam amplamente, e muitos estudiosos  têm comprovado as profundidades e complexidades de sua obra e de seu pensamento. Falta muito a ser feito no estudo de Lovecraft, mas é correto dizer que, graças ao mérito intrínseco de seu trabalho e à diligência de seus associados e apoiadores, Lovecraft conquistou um pequeno, mas inexpugnável, nicho no cânone das literaturas americana e mundial."
Fontes: Aqui, aqui, aqui e aqui.

9 de dez de 2013

Tag: Liebster Award

Olá! Hoje vim aqui para responder às perguntas do Liebster Award que a Julia do blog Livro de Unicórnios me indicou, e eu fiquei muito feliz! Você precisa responder às onze perguntas de quem te indicou, criar onze novas perguntas para quem você indicar, dizer onze fatos sobre si e indicar onze pessoas. Ufa. Bem, vamos lá:



1 - Qual o seu maior talento?
Puts, não sei. Acho que comer...
2 - Se você tivesse apenas cinco minutos de vida, o que faria?
Passaria com minha mãe, ligaria pra todo mundo que eu amasse e diria que eu os amo, e que a gente se vê.
3 - Quem é seu autor favorito?
J.K. Rowling.
4 - Você acredita que sobreviveria por mais de um ano se a Terra fosse tomada por zumbis?
Sim, quem não né? A gente sempre pensa que seria um sobrevivente, mesmo que muito provavelmente não seria :D
Por quê?
Porque nos filmes os que morrem são sempre uns retardados, acho que sou esperta pelo menos para isso...
5 - Qual é seu animal favorito?
Cavalos/Gatos
6 - Qual foi o livro que te arrastou para o mundo da literatura?
Harry Potter e o Príncipe Mestiço, porque foi o primeiro da série que eu li.
7 - Quando você era criança, qual foi a primeira profissão que já quis seguir?
Detetive/espiã/Lara Croft
8 - Você sabe cozinhar? Se sim, qual é o prato que você sabe fazer de melhor? Se não, qual é sua comida favorita?
 Sei, minhas especialidades são miojo, brigadeiro e sopa de pacotinho.
9 - Se você tivesse a chance de matar qualquer pessoa no mundo, sem que ninguém nunca soubesse, você o faria?
 Não. Ás vezes eu fantasio sobre isso, ser uma vingadora e sair matando gente que merece, na minha opinião, tipo V de Vingança, mas minha consciência... mesmo que eu saísse impune, minha consciência me atormentaria mais do que a prisão.
          10 - Qual é seu livro favorito? 
Hm............................ acho que ainda não li meu livro favorito, ainda não o encontrei.
11 - Qual o nome do seu melhor amigo?
 Louise.


Agora eu preciso criar onze perguntas....
1- Quais os livros que você gostaria de reler?
2- Quais os livros que você mais gosta?
3- Já leu algum clássico? Se sim, quais?
4- Com que idade descobriu o amor pela leitura?
5- Há quanto tempo tem blog?
6- Qual o melhor presente que ganhou na vida?
7- Qual o gênero literário que mais lê?
8- Já mudou algo em sua decoração ou estilo de vida por causa de um livro?
9- Qual seu artista favorito?
10- Seus pais leem?
11- Qual país gostaria de visitar?

Bem, ainda preciso falar onze fatos sobre mim:
Eu roo unhas.
No momento um dedo meu está ardendo porque roí demais a unha.
Moro no interior do Paraná.
Tenho três gatos.
Gostaria de morar numa casa de Hobbit.
Gosto de O Senhor dos Anéis, bastante.
Uso óculos.
Não gosto de modinhas, principalmente livros modinhas.
Não gosto muito de livros YA, mas as vezes eu leio quando não quero pensar muito.
Sou gorda.
Estou com vontade de comer algum doce.

E agora preciso indicar mais onze blogs, mas eu vou deixar essa parte livre: quem quiser responder à Tag, pode responder...
Então, é isso, beijos e até mais!